“O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul apresenta”

Um filme de Wilyam Nicolay

Escrito por: Wilyam Nicolay e Carlos Diehl

Sobre o filme

CADÊ VOCÊ, JHONIE? é um filme para quem busca o inesperado. Em um misto de Road Movie e Thriller de Terror situado no início dos anos 2000, ele narra a busca de Inácio por seu amigo Jhonie, que após a morte de seus pais, decidiu pegar a estrada em uma viagem de autoconhecimento em seu Opala Vermelho.

O caminho, no entanto, reservou surpresas nada agradáveis para Inácio que, na procura por seu amigo desaparecido, acabou encontrando em sua jornada uma intrigante mansão do início do século XX, assim como a misteriosa Carol.

Com uma trilha sonora vibrante e uma montagem não-linear, a narrativa é cheia de suspense, diálogos afiados, efeitos especiais e uma narrativa que entrega muito mais do que se espera à primeira vista. A direção dinâmica e jovem de Wilyam Stevan Nicolay garante um ritmo que cativa o espectador, alternando entre a tensão da busca de Inácio e as belezas das paisagens das estradas do entorno de Campo Grande, na região de Rochedinho.

A fotografia, aliás, é um dos grandes destaques do filme. Com assinatura de Fabricio Borges, ela traz pontos e enquadramentos pensados cuidadosamente para o clima e para a narrativa da obra, usando e abusando da iluminação natural nos horários em que a luz do sol ganha o nome de luz de ouro.

A câmera também se comporta como um personagem constante e presente na jornada, acompanhando a tensão na busca de Inácio pelo amigo, relaxando o tom da história nos momentos iniciais da viagem de Jhonie e mudando completamente o ritmo ao mostrar a tensão e o desconcerto, assumindo a função de primeira pessoa no ápice do terror.

CADÊ VOCÊ, JHONIE? é um filme para todos os públicos, em especial para quem ama narrativas de horror e busca novas emoções nesse gênero já tão consagrado pela indústria cinematográfica.

mitologia

CADÊ VOCÊ, JHONIE? foi inspirado em uma lenda da região dos garimpos de Aquidauana (MS) na década de 1970. Segundo ela, havia um hotel onde os hóspedes desapareciam e tinham seus diamantes roubados. Seus corpos nunca eram encontrados e, seu destino, dizem, era literalmente virar churrasco. Com essa história de terror na cabeça, Carlos Diehl e Wilyam Stevan Nicolay escreveram um roteiro dividido em capítulos, como em um conto romântico de terror. A narrativa com tom contemporâneo é desconstruída aos poucos em uma clara referência a Amores Brutos de Alejandro Iñarritu, propondo a não linearidade também no entrelaçamento das histórias dos personagens distantes, e a Quentin Tarantino, em Pulp Fiction, com uma linguagem inspirada na literatura pulp.

Tarantino, aliás, inspira ainda mais em CADÊ VOCÊ, JHONIE?. Ele foi a fonte de inspiração na caracterização dos personagens, principalmente Carol e seu pai, como é feito também em À Prova de Morte, com certo exagero e vigor, excesso de testosterona e com filosofia de bar. Tai Petelin, que dá vida à visceral Carol, inclusive, é um dos grandes talentos desse filme e esteve envolvida com a produção desde seu início.

Detalhes que fazem a diferença

A narrativa reflete como referência filmes europeus, além da literatura de Stephen King, tanto em seu ritmo como na base para atuação dos atores. O filme 21 Gramas de Alejandro Iñarritu também está lá, fazendo a história fluir com suavidade e sensibilidade, mas sem deixar de ter vigor, com tintas fortes nas cores e contrastes de luz, uso de cores opostas dando ênfase ao marrom e ao verde, cores da poeira e da mata do interior de Mato Grosso do Sul.

Por se tratar de um road movie, é impossível não se inspirar em dois clássicos de Win Wenders, Alice Nas Cidades e Paris Texas, de onde se extrai todo um aspecto de contemplação. No caso de CADÊ VOCÊ, JHONIE? o destaque está nas belas paisagens da região e um olhar poético no entardecer sul-mato-grossense, que tem uma tonalidade única que o torna deslumbrante.

Para as referências visuais de CADÊ VOCÊ, JHONIE?, em especial para as partes de terror, estão a obra de Goya, os filmes deste gênero dos anos 1970 e 1980, com zoom e closes rápidos nos rostos, cenas com sombras e planos estranhos, onde os efeitos especiais são precários pelos baixos orçamentos e a criatividade e o ritmo rápido e confuso, tremido que revelam a agonia e o medo das vítimas e agigantam os vilões. No que diz respeito a filmes, as principais referências são O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hoper, e Evil Dead, de Sam Raimi. Elas mergulham e se entrelaçam com a narrativa contemporânea de CADÊ VOCÊ, JHONIE? e as cenas contemplativas do cinema europeu também aparecendo, se unindo ao conjunto e dando um ar próprio de originalidade ao filme.

Vale ressaltar também o trabalho de excelência feito pela Dope Audio Design com o áudio e as trilhas da produção, que são de altíssima qualidade.

assista o filme

Assista Aqui

Um filme de Wilyam Nicolay, inspirado no conto de Lílian Guinski, vencedora do
Concurso Cultural “Cadê você, …?

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produção:

IMPRENSA

Esse filme foi produzido através do edital n.º 005/2015 da Fundação de Cultural de Mato Grosso do Sul para apoio à produção de obras audiovisuais inéditas, de curta metragem, de ficção ou documentário. Finalização e distribuição realizadas com recursos da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura Municipal de Campo Grande e do Fundo Municipal de Investimentos Culturais através do Edital FMIC/2019.